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Como calcular a pegada de carbono empresarial passo a passo

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Calcular a pegada de carbono já não é uma opção para as organizações: é uma exigência regulamentar, uma procura do mercado e um pilar estratégico dentro dos critérios ESG. No entanto, muitas empresas ainda não sabem por onde começar nem que metodologia utilizar.

Explicamos-lhe como calcular a pegada de carbono empresarial passo a passo, que normas deve seguir (como o GHG Protocol), como identificar os âmbitos 1, 2 e 3 e como transformar a medição numa vantagem competitiva.

O que é a pegada de carbono empresarial?

A pegada de carbono é o total de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) geradas direta ou indiretamente por uma organização, expressas em toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e).

Inclui emissões derivadas de:

  • Consumo de energia

  • Transporte

  • Processos produtivos

  • Cadeia de abastecimento

  • Utilização de produtos vendidos

Calculá-la corretamente é o primeiro passo para desenhar uma estratégia de descarbonização sólida e cumprir normas como a CSRD na Europa ou quadros internacionais de reporte ESG.

Que metodologia se utiliza para calcular a pegada de carbono?

Âmbito Descrição Exemplos-chave
Âmbito 1
Emissões diretas
Provenientes de fontes que a empresa controla diretamente.
  • Caldeiras próprias
  • Frota de veículos corporativos
  • Processos industriais
Âmbito 2
Emissões indiretas
Derivadas da geração de energia comprada e consumida.
  • Eletricidade adquirida
  • Sistemas de aquecimento/arrefecimento
  • Vapor para processos
Âmbito 3
Outras indiretas
Emissões na cadeia de valor (as mais complexas de medir).
  • Transporte e logística externa
  • Viagens de negócios
  • Utilização de produtos vendidos
⚠️ Nota estratégica: O Âmbito 3 costuma representar mais de 70% da pegada total em setores como a indústria transformadora ou o retalho. Não o subestime!

Como calcular a pegada de carbono passo a passo

1 Definir o âmbito organizacional
Determine que entidades, filiais ou instalações serão incluídas. Pode usar a abordagem de controlo operacional ou de participação acionista.
2 Identificar fontes de emissão
Mapeie atividades que geram emissões (faturas de eletricidade, combustível, viagens). Requer coordenação entre operações, compras e finanças.
3 Recolher dados de atividade
Recolha dados quantificáveis (kWh, litros, km). A qualidade do dado é fundamental para evitar erros por estimativas.
4 Aplicar fatores de emissão

Multiplique os dados por fatores oficiais (IPCC) para obter o CO₂ equivalente.

Emissões = Atividade × Fator
5 Calcular e consolidar resultados
Some as emissões por âmbito e unidade de negócio para identificar os focos críticos e priorizar ações.
6 Verificar e reportar
Prepare relatórios ao abrigo de normas como a CSRD na Europa, integrando a informação nos seus relatórios de sustentabilidade ESG.

Principais desafios ao calcular a pegada de carbono

  • Dificuldade na recolha de dados (especialmente no Âmbito 3)

  • Utilização de folhas de cálculo pouco controladas

  • Falta de rastreabilidade

  • Ausência de auditoria

  • Desalinhamento entre áreas

Por isso, muitas organizações estão a migrar para plataformas tecnológicas especializadas em gestão ESG e sustentabilidade, que automatizam o cálculo e garantem o cumprimento normativo.

Porque é estratégico medir a pegada de carbono?

Para além do cumprimento regulamentar, calcular a pegada de carbono permite:

✔ Identificar oportunidades de poupança energética
✔ Reduzir custos operacionais
✔ Melhorar a reputação corporativa
✔ Aceder a financiamento sustentável
✔ Cumprir requisitos de clientes e concursos
✔ Preparar-se para impostos sobre o carbono

As empresas que integram a sustentabilidade no seu modelo de gestão não só reduzem riscos, como também reforçam a sua resiliência.

Da medição à ação: o passo seguinte

Saber como calcular a pegada de carbono empresarial é hoje uma competência-chave no âmbito da sustentabilidade e do governo corporativo.

Aplicar metodologias reconhecidas como o GHG Protocol, identificar corretamente os âmbitos 1, 2 e 3 e apoiar-se em ferramentas tecnológicas especializadas permite transformar uma obrigação regulamentar numa vantagem competitiva.

As organizações que medem, gerem e reduzem as suas emissões estarão mais bem preparadas para um ambiente cada vez mais exigente em matéria de ESG.

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