Em um ambiente financeiro cada vez mais exposto a ciberataques, falhas tecnológicas e eventos disruptivos, a continuidade de negócios deixou de ser uma opção para se tornar uma obrigação estratégica. No Brasil, a Resolução CMN 4.557 do Banco Central marcou um ponto de inflexão ao exigir das instituições financeiras uma gestão estruturada de riscos e continuidade operacional.
Diante desse cenário, a norma internacional ISO 22301 surge como o modelo ideal para estruturar um Sistema de Gestão de Continuidade de Negócios (SGCN) robusto, alinhado com as boas práticas e com foco na resiliência organizacional.
Neste artigo, exploramos como os bancos podem atender aos requisitos da CMN 4.557 utilizando a ISO 22301 e contando com o apoio de soluções tecnológicas especializadas como as oferecidas pela GlobalSuite®.
O que estabelece a Resolução CMN 4.557 sobre continuidade de negócios?
A Resolução nº 4.557/2017, publicada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), determina que as instituições financeiras brasileiras adotem uma abordagem proativa na gestão integrada de riscos e segurança da informação. Entre seus principais pontos, destacam-se:
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A alta administração deve estabelecer políticas claras para a gestão de riscos, incluindo a continuidade das operações.
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As instituições devem possuir planos de contingência e recuperação que garantam a continuidade diante de eventos adversos.
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É necessário haver uma integração eficaz entre os processos de risco, continuidade e cibersegurança.
Em resumo, a norma exige que os planos de continuidade sejam documentados, testados e alinhados com a realidade operacional da instituição.
ISO 22301: a norma internacional para continuidade de negócios
A ISO 22301 é a principal norma internacional voltada à gestão da continuidade de negócios, aplicável a organizações de qualquer porte ou setor. Para os bancos brasileiros, ela representa uma referência sólida que:
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Orienta a criação de um Sistema de Gestão de Continuidade de Negócios (SGCN) eficaz.
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Alinha as exigências regulatórias (como a CMN 4.557) com padrões internacionais reconhecidos.
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Melhora a capacidade de resposta a crises, reduzindo impactos sobre clientes e operações críticas.
Implementar um sistema baseado na ISO 22301 demonstra maturidade organizacional e compromisso com a resiliência, atributos valorizados tanto pelo mercado quanto pelos órgãos reguladores.
Como implementar um Sistema de Gestão de Continuidade de Negócios conforme a ISO 22301
A implantação de um SGCN de acordo com a ISO 22301 envolve as seguintes etapas principais:
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Análise de Impacto nos Negócios (BIA): identifica processos críticos e os impactos causados por sua interrupção.
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Avaliação de riscos: identifica ameaças potenciais e vulnerabilidades.
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Definição de estratégias de continuidade: estabelece métodos de recuperação e os recursos necessários.
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Desenvolvimento de planos de continuidade e recuperação: cria procedimentos claros e treináveis.
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Testes e simulações: validam a eficácia dos planos em cenários reais.
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Revisão e melhoria contínua: ajustes baseados em mudanças operacionais, tecnológicas ou normativas.
Um aspecto fundamental é a integração do SGCN com outras normas, como a ISO 27001 (segurança da informação), permitindo uma gestão de riscos mais ampla e eficaz no setor financeiro.
A continuidade de negócios no setor financeiro deve ser vista como uma vantagem estratégica, e não apenas como uma exigência regulatória. Estar preparado para enfrentar interrupções significa proteger os ativos mais importantes: os clientes, a reputação e a operação da instituição.
Adotar uma abordagem estruturada com base na ISO 22301, atender à CMN 4.557 e utilizar ferramentas tecnológicas adequadas são passos fundamentais para alcançar uma resiliência organizacional real e sustentável.
Como a GlobalSuite® pode ajudar?
A GlobalSuite Solutions oferece um módulo especializado de Gestão de Continuidade de Negócios, desenvolvido para atender às exigências da CMN 4.557, da ISO 22301 e de outras regulamentações relevantes do setor financeiro brasileiro.
Com nossa solução, é possível:
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Gerenciar todo o ciclo da continuidade (BIA, análise de riscos, estratégias, planos, testes e melhorias);
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Automatizar tarefas e fluxos de trabalho;
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Gerar relatórios e documentos alinhados às exigências normativas;
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Integrar com outros módulos como gestão de riscos, segurança da informação e compliance regulatório.
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